terça-feira, julho 24, 2012

Viagens e modas novas

Lembra da viagem a Brasília por conta de um prêmio de jornalismo do Sebrae?

Lembra?

Lembra nada. Vai aqui que tu vai saber do que estou tratando. 

Então, usei um blazer pela primeira vez na vida, desmontando o estilo Mulambo de Ser, altamente cultivado ao longo de anos de tradição.

E como o blog serve tanto para publicar coisas que ninguém mais publicaria como para ajudar-me a lembrar do que faço, deixo as fotos da viagem, que rolou com meus colegas Gilvan Costa, Johan Barbosa e Sheneville Araújo no começo do julho. 









Ah, este hai kai ou algo assim foi produzido durante a lua cheia que passamos lá.

sexta-feira, julho 20, 2012

Reflexões sobre o tempo do passado e do presente

Nesta semana vi o DVD d“O homem do Futuro”. Achei fraco no começo, mas logo depois senti que engatou. Do meio da obra em diante começou a parte que achei mais interessante, do ponto de vista da física quântica profundamente estudada por mim em histórias em quadrinhos e outros filmes que abordam  viagens no tempo: o que será que muda hoje quando você tem a chance de alterar o seu passado?

Quando era mais novo e algo importante acontecia, pensava nos “marcos da vida”, aqueles acontecimentos que considero decisivos para estar onde, bem, regular ou mal, estou hoje.  Um pouco de exercício mental e consigo estabelecer diversos.

Na profissão, por exemplo. Se sou jornalista hoje, é por conta de ter lido em um livro da UFRR as ementas dos cursos de jornalismo e de letras. O que fez escolher a atual profissão foi uma disciplina chamada “comunicação comunitária”. Pensei na hora: “uau, que legal. Vou fazer trabalhos em comunidades!”. Me inscrevi, passei e nunca fiz nada parecido. Só engatei nesssa vida depois de formado em Sociologia, escolhida em desfavor de um curso de inglês. Aliás, a sociologia não tem nada a ver com o meu trabalho em comunidades. Se faço isso é por ter conseguido um grupo legal de pessoas para trabalhar e por ter lido muito sobre coletivos em sites. Ah, e por ter conseguido convencê-los. Isto é, eles também fizeram suas opções.

Se estou no Brasil ainda é por ter conseguido aprovação no vestibular de jornalismo. Era isso ou voltar para a minha cidade natal na Venezuela e cursar alguma carreira relacionada a engenharia de minas ou algo do tipo.

Coincidentemente, só viemos (eu e a dona mamãe) para o Brasil por minha causa, que achava meu futuro sem horizontes em Guasipati. Afinal, já no liceu (que engloba da sétima série até o último ano do ensino médio) todos os meus amigos estavam trabalhando em coisas legais, fazendo cursos no Ince, equivalente ao sistema Senai, e eu nada, era apenas um garoto bobo latinoamericano sem dinheiro no bolso.

Enfim, ter vindo para cá determinou para onde minha vida foi nos últimos 21 anos. Nessas duas décadas e um ano registrei um tanto de “marcos da vida”. Rapidamente:

1.Quase fui morto por um bêbado que achou legal apontar uma arma para minha cabeça. Já pensou em que blog VOCÊ estaria lendo um texto agora se o cara tivesse atirado mesmo?

2.Deixei de acertar algumas ofertas de emprego que depois se tornariam tanto muito lucrativas como muito horrorosas. Deu no que deu, né?

3.Escolhi ser pai e morar com a patroa. Daí os caminhos se dividem de fato, tanto financeiramente como amorosamente. Afinal, não dá mais para gastar tudo em viagens, bebidas, prostitutas e outras drogas. Tenho que economizar para garantir um bom presente ao moleque. E também não dá para ir de bar em bar namorando geral.

4.Não estudei o tanto que devia para certas coisas e perdi muito tempo investindo em outras (e muitas vezes em nada).

5.Tentei e desisti várias vezes de aprender a tocar violão. Tivesse aprendido, estaria numa banda, tocando música latina, possivelmente na tua cidade. Naipe de músico o povo diz que não me falta.

Mas agora não quero mais falar dos resultados que as escolhas trazem. Só sei que virar à esquerda ou dobrar para a direita, ficar parado ou ceder a vez faz muita diferença e, sinceramente, não sei em que ponto, caso fosse possível voltar no tempo para mudar algo, faria a alteração drástica de meu passado. Só sei que, de acordo com meus profundos saberes sobre viagens temporais, possivelmente nada seria como é.

Bem, o nível de comentários anda ridiculamente baixo no blog. Mesmo assim, vou deixar aí, jogado  no vento do tempo, uma pergunta: o que você mudaria em seu passado?

Aproveita o clipe da música Tempo Perdido, que ficou muito legal nas vozes dos protagonistas d'O Homem do Futuro:



terça-feira, julho 17, 2012

Brincadeira de criança (ou mais uma história do Edgarzin, desta vez em formato de peça teatral)

Cenário: calçada de pizzaria. Criança de quatro anos reclamando:

- Pai, eles não querem brincar comigo. (Aponta para outras duas crianças)
- É, filho? Por quê?

Uma das crianças, entre seis e oito anos, se aproxima (ou se intromente, conforme o humor do pai):

- Ele fica incomodando a gente. Fica querendo empurrrar...

Pai:

- Filho, não brinca com eles. Eles não gostam.

A criança estranha:

- É, ele empurra. Ele é meio louco.

O filho:

- Pai, eles não querem brincar comigo.

Pai abraça filho, o encara e diz:

- Filho, entenda: nem todo mundo vai gostar de você nesta vida. Por isso, brinque com quem você conhece e gosta de você.
- Mas, pai...
- Filho, entenda: nem todos gostam de você.

Corte de cena. Elipse temporal. Mesmo local. Criança de quatro anos sentada, chorando, pai perguntando:

- O que foi agora, filho?
- Os dois coleguinhas não querem brincar comigo!!!! (Choro compulsivo)
- Mas filho, você tem cinco primos aqui querendo brinca contigo e ficas aí, preocupado com quem não gosta de ti?
- Mas eu quero brincar com os coleguinhas!!!! (Chorando)

Prima de quatro anos do menino chorão, que estava atrás dele, o abraça e diz:

- Se você quiser, eu posso brincar contigo.
- Mas eu não quero!!!!
- Ah, filho. Para, né! Valoriza quem te valoriza, né, nêgo!?

Blackout // Projeção da criança sentada na calçada, de braços cruzados, com todo os primos brincando perto dele. Vozes de adultos:


- O que ele tem?
- Nada. Está focando no sofrimento em vez da alegria.
- É mesmo?
- É. Faz parte do curso de sobrevivência na selva da vida.

Vozes de crianças brincando. Baixa o volume. Silêncio.

FIM

sexta-feira, julho 13, 2012

Ameaças de ex-aluno

(Sexta /  pouco mais das 17h)

E eu, que tenho vocação para despertar o que há de pior nas pessoas, acabo de ser ameaçado, em meu local de trabalho, com um "vou te pegar, vou te pegar. Aqui não, que é teu trabalho", por um rapaz a quem dei aula de jornalismos na Faculdade Estácio Atual há alguns anos. Ah, e ainda rolou um empurrão no meu nariz.

Acho que o fofo não superou o fato de ser reprovado várias vezes por nota baixa e por faltar muito.

Semanas atrás, o mesmo fulano, que usa um sobrenome que nem é dele, fingiu que estava bêbado e jogou propositadamente cerveja em minha roupa no Bar do Roraima Motoclube.

Quase brigamos. Logo eu, que elogio a calma daquele lugar, acho que a paz devia reinar no mundo e sou a favor de reprovar aluno que brinca em serviço.

Bom, lá vou eu, prestar queixa, que é pra isso que serve a lei, né?