quarta-feira, dezembro 30, 2009


Calma, que 2010 ainda não chegou


Não. É a última postagem do ano. Ainda amanhã, apesar de piegas, quero falar sobre metas para 2010. Não para compartilhar, mas para poder me lembrar depois. Se ficar só na cabeça não sai nada.


Voltando esta semana ao trabalho, às calças compridas, aos sapatos e tênis o dia inteiro e ao acordar cedão 5 dias por semana. Já ganhei novamente a dor nas costas. Fruto de horas e horas mexendo com computador.


Passei as férias na cidade, vendo coisas da casa e do apartamento. Ou seja, não tirei férias. Foi mais como um sábado estendido. Ainda bem que choveu em Boa Vista durante alguns dias. Isso aliviou um pouco o calor deste pedaço quente da Amazônia.


E o rolo no Suriname? Que coisa. Os relatos nos jornais me lembram imagens de chacinas na África. E o meu pai, o velho Juca, quase se tocava pra lá dia desses. Sem trabalho aqui e na Venezuela, achava que era a melhor opção.


Meu indiozinho deve ser o único bebê que passa até 14 horas sem dormir e depois disso ainda está pilhado. Também deve ser o único que dorme só um cadinho e acorda cedo depois de um dia agitado desses.


Janeiro já jogou as malas na sala e está prestes a se deitar no sofá. Tempo de começar a preparar o dia da poesia 2010, lá pra março. Mas antes disso vem o aniversário do Edgarzinho, 10 de janeiro.

terça-feira, dezembro 29, 2009



Balcão de emprego



O penúltimo post do ano é uma dica para quem pretende ser professor universitário na ponta norte da Amazônia. A Universidade Estadual de Roraima tem 21 vagas para professores mestres e doutores. Os editais do concurso público foram publicados nesta segunda-feira.

Pra começar, o professor mestre vai receber R$ 3.958,84 mensais. Os doutores receberão R$ 5.849,02 por mês. 

Quem for lotado ou residente nos municípios do interior receberá gratificação de 15%, 25% ou 35%, de acordo com a distância da Capital.

Sete vagas foram ofertadas para os cursos de Ciências Biológicas, Enfermagem e Educação Física. As outras 14 vagas estão distribuídas nos cursos de Filosofia, Geografia, História, Letras, Pedagogia ou Normal Superior e Sociologia.



Se estiver interessado, visita o site www.uerr.edu.br e baixa os editais.





Um mapa de Roraima roubado da net para saber onde ficam os municípios


quinta-feira, dezembro 24, 2009

Então é natal...o que você fez?




O natal é tempo de reflexão, dizem por aí. É tempo de refletir muito sobre que presente vai se dar na festa do amigo oculto ou se a grana do 13º vai parar nas mãos dos bancos que nos emprestaram grana durante todo o ano.


Alguns, claro, não pensam só nisso, mas lembram que a festa tem a ver com o nascimento de um certo Jesus há 2009 anos lá no Oriente Médio. Mesmo que somente muito tempo depois a Santa Mãe Igreja tivesse referendado esta data, aproveitando que coincidia com festividades pagãs, dezembro é certamente o mês de Cristo.


Eu não gosto das festas de fim de ano faz um tempão, desde que era um garoto morando em Guasipati, na Venezuela e percebi que nada de diferente surgia na Terra na manhã de 1º de janeiro, quando o ano novo chega e tudo deve mudar, principalmente para melhor, com um mundo de paz, prosperidade, alegria, etc. etc. etc....


Mas esse sou eu. Lá nas malocas de minha família o povo fica num pé e outro esperando a chegada do fim do ano.


Enfim, voltando ao tema da reflexão, vou compartilhar com os leitores que chegam até este blog em busca de outras coisas, conforme me informa meu sistema de monitoramente de acessos, um resumo do que conquistei este ano.


O que veio em 2009


2009 foi um ano de mais. Muitos “mais” do que “menos” ou “igual”. Vejam só esses mais:


- Estou mais pesado fisicamente.


- Ganhei mais desafetos.


- Ganhei mais amigos.


- Ganhei mais dinheiro.


- Gastei, sem sombra de dúvidas, mais dinheiro.


- Paguei mais impostos.


- Trabalhei mais com cultura.


- Tive mais estresse que em 2008.


- Discuti, mesmo prometendo ser paz e amor, mais.


- Escrevi mais do que nunca para o blog.


- Apesar de pouco, viajei mais.


E os menos:


- Li menos livros.


- Fui menos persistente em algumas coisas.


- Fiz menos exercício.


- Fiquei menos esperançoso com o mundo.



Com certeza há outros “mais” e “menos” nos meses que se passaram, mas acho que estes são os mais destacados. Antes do ano novo chegar acho que vou escrever sobre metas que não atingi, vitórias e o 2010 que vem por aí. Pra que ler hoje ou amanhã, feliz natal.





segunda-feira, dezembro 21, 2009

Início de boa semana

Chove desde ontem em Boa Vista. As manhãs estão agradáveis, com um ventinho frio prendendo as pessoas na cama. O céu está nublado, prometendo mais chuva, meu teclado continua com a tecla O defeituosa desde que o Edgarzinho a arrancou e a poeira das rua abaixou.

Esta semana vou receber un$ que a negada me devia faz um tempaço, o que deve ajudar a continuar desequilibrando as contas para um saldo positivo. Falando nisso, a próxima delas é a festa de dois anos do índio mais gato desta imensa maloca que é Boa Vista.




O pequeno rei da maloca vai para os seus dois aninhos em janeiro.


Fora isso, só de ter o notebook funcionando novamente já fico feliz. Se tivesse viajado nas férias teria sido bem melhor, claro. Não deu. Falta de planejamento que se tornou providencial. Ene pepinos para resolver, coisas para arrumar pois estavam desarrumadas havia muito tempo, coisas da vida doméstica para regularizar.

Agora vou bem ali, talvez no Twitter falar rapidamente sobre qualquer coisa, talvez na rede da varanda para curtir a manhã em fase doméstica antes que as férias acabem.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

sábado, dezembro 05, 2009

Dezembro em Roraima...
Quente, a cidade transpira no calor. As praias dos rios aparecem e ocupam mais espaço que as águas.
Lá, fora desta lan onde escrevo, a luminosidade é insuportável. Os meus óculos quebrados não ajuda em nada a superar isso. É o preço de morar no meio do mundo.
Aqui, eu, que estou de férias na cidade, penso na velocidade da mudança ao ver prédios e casas antigas serem derrubados em um piscar de olhos e novas construções surgirem.
A história de um município de 119 anos pode ser contada por um prédio que tenha seis décadas, ou seja, metade da idade de Boa Vista. Mesmo que muitos não entendam isso.
A chegada do meio-dia deixa as pessoas nervosas. Como o cara escreveu na revista Trip, o clima influencia o humor dos boa-vistenses. O meu com certeza é diretamente coordenado pela temperatura.
O clima leva os moradores de Boa Vista a vestir sempre roupas leves. Menos os advogados e os servidores do Judiciário e do MPE, que adoram aquelas roupas de quem mora nas regiões frias.
E sofrendo no calor horrível que faz nesta calma cidade que adoro, ainda há quem me pergunte o motivo de gostar tanto de shortes, bermudas e camisetas. Será que é difícil entender que a roupa ideal para Roraima é essa, com no máximo umas havaianas? Ainda mais quando falam com um índio?
Preciso plantar novas árvores na maloca...

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Paz e amor, mas nem tanto...





Desde que o indiozinho nasceu, em janeiro do ano passado, tenho tentado andar numa linha paz e amor com o mundo. Afinal, não quero ninguém fazendo tocaia para deixar meu pemonzinho órfão.
Adotei a seguinte metodologia: tentar zerar a ironia e a irritação causada por atos de estupidez, mau caratismo ou incompetência alheias. Achava que tinha conseguido fechar o ano sem ganhar novos desafetos, mas acredito que me enganei.

A primeira leva de informação sobre o insucesso veio no final do mês passado, durante uma conferência de comunicação. Como não deixei uns caras assinarem a lista de presença depois que havia encerrado o prazo, não votei em umas pessoas para delegado e cortei a palavra de umas figuras que não eram delegados ou observores no evento, lá apareceram as primeiras caras feias.

Depois veio minha atuação como jurado de um concurso de jornalismo local. Lá pelas tantas, assim sem querer, a organizadora contou que havia falado meu nome a uma das concorrentes e a fulana teria dito “Aquele lá que vive de mal com o mundo? Vai dar zero pra todos!”. Eu, de mal com o mundo? A pessoa mais pacífica e amorosa que conheço depois de minha vó Maria José? Imagina se não estivesse na fase paz e amor, o que essas figurinhas não pensariam de mim...

Mas o grande barato foi ontem, no encerramento da II Conferência Estadual de Cultura de Roraima. Além da irritação habitual que causo nas pessoas quando discordo delas (incrível como isso acontece, principalmente se faço isso com aqueles que “têm muito tempo de estrada”, são “representantes de segmento” ou “já fizeram muito por Roraima”), apareceram duas figuras tentando dar o golpe do João Sem Braço em um dos Grupos de Trabalho da conferência.

As duas figuras, integrantes do Fórum Permanente de Cultura de Roraima – do qual ainda penso em fazer parte mas me desanima cada dia mais por ver que está sendo transformado em trampolim de interesses pessoais -, simplesmente ignoraram a vontade do GT e mandaram propostas a mais para serem votadas na plenária.

O povo que fazia parte do GT estranhou, pediu para parar, afirmou que aquelas não eram as propostas nem o número amplamente acordados e aí apareçam as explicações dos mediadores:

- Acho que houve falta de comunicação. O que nós falamos foi em priorizar quatro e não somente mandar quatro para votação, disse um.

- Gente, se essas propostas não forem votadas, isso vai prejudicar o Plano Estadual de Cultura. Nós não podemos deixar somente essas, disse a outra.

Palavras vão, palavras voltam, apareceu uma moção de repúdio à atitude desavergonhada da dupla. Eu fui o primeiro a assinar.

Lá na hora de votar a moção, um delegado que havia sido o primeiro a falar em falta de respeito ao GT levantou-se, falou em questões pessoais, blá, blá, blá, defendeu o direito de defesa da dupla e trabalhou suas palavras para convencer o povo a não votar na moção.

A mediadora, que pela frase anterior sabia o que estava fazendo, veio, fez carinha de choro e pediu desculpas à platéia, que havia sido sem intenção, que aquilo e o outro. Enquanto falava, lembrei de um debate que havia rolado semanas atrás no Fórum sobre o comportamento da mesma na organização da Conferência de Comunicação. Comportamento este que havia motivado a sua expulsão-retirada-exclusão da comissão da Confecom para que o primeiro suplente assumisse o seu lugar e alguém do fórum trabalhasse.

Para justificar o motivo do fórum nunca haver sido comunicado oficialmente de alguma das coisas que estava fazendo, como havia entrado na comissão e desde quando, começou do mesmo jeito, dirigindo-se a mim, que havia levantado essas questões:

- Peço desculpas se nunca o fiz...

Bá, isso que é modus operandi eficiente. Do mesmo jeito que convenceu a galera do fórum de suas boas intenções, convenceu a turma da conferência de cultura e menos de um terço das pessoas que haviam assinado a moção votaram pela sua aprovação.

Resultado, pedir desculpas faz bem ao estilo.

Essa história resumida você pode ler aqui neste blog. Mas bem resumida mesmo.

Eu, como não vivo pedindo desculpas por aí, sei que vou apenas ganhando desafetos por esse mundo de meu Deus. Já pensou se ainda estivesse no estilo irônico “bateu-levou”? Pior, já pensou se eu me importasse um centavo com os sentimentos dessas figuras em relação a mim?

E só lembrei de falar disto pois uma moça que conheci dia desses me disse que o meu jeito é irônico e um pouco ácido. Sinal de que o estilo "Ed paz e amor" ainda não foi percebido pelas pessoas ou então estava apenas me enganando com o sucesso do mesmo. 


Mas bá, vamos falar de coisas boas, pois de gente, ops, coisas ruins o mundo está farto:


A artista plástica Mari Faccio leva sua exposição “Anjos” para a Galeria Franco Melchiorri, no Espaço Cultural Amazonas Brasil, no Centro de Atividades SESC, no Mecejana. O acervo reúne quadros pintados com tinta acrílica sobre tela, fica aberto à visitação até o dia 11 de dezembro. Vai lá, se tu mora aqui em Boa Vista. Tudo lindaço e muito colorido, bem no espírito da Mari.