segunda-feira, novembro 26, 2007

Outras cenas de novembro

A pior parte de uma obra é...Na verdade, não há pior parte de uma construção. Todo o processo é doloroso. Ainda mais quando o executante não manja quase nada dessa parte da vida. Fazer as compras, contratar o pedreiro, descobrir que aquilo que se encomendou não foi bem o que se fez ou o que se deveria ter feito...Enfim, obra é um perrengue, tanto físico como mental.

E o XI Conpoesi (Concurso de Poesia do Sesi) aconteceu na sexta passada. Para variar, não ganhei nada. Continuo azarado em questões de competição. Por isso que quando os meus amigos e eu gostávamos da mesma moça, eu já partia para outra. Isso evitava o gosto da derrota. Mas voltando ao Conpoesi, o Sesi Roraima lançou, também na sexta, a terceira coletânea de poesias classificadas no concurso. É um belo livro, com mais de 100 paginas e dois poemas meus. A Zanny, mãe do indiozinho, também tem uma no livro.

E rolou a defesa da monografia de Sociologia. Com o tema focado na memória de idosos falando sobre a avenida Jaime Brasil, uma das principais da cidade, encarei na quinta-passada a banca e uma platéia de cerca de 30 alunos do curso e uns conhecidos. Nervoso, gaguejei, me enrolei, ouvi centrado as críticas (muito certeiras, por sinal) ao trabalho e aguardei o veredito. O trio de professsores demorou um pouco, mas quando voltou a notícia era boa. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos e por isso a nota da banca foi 10 (desde que faça umas correções e acrescimos). Agora sou graduado em jornalismo e sociologia, com uma especializaçao em assessoria de comunicação. E o salário? Ô...pequeninho, pequeninho...

quarta-feira, novembro 14, 2007

Descobertas



Descobrir certas coisas na vida nos faz mal. Saber, por exemplo, que alguém na empresa ganha mais do que você, mesmo fazendo muito menos, desestimula.

Outra descoberta negativa é a das notas baixas na escola. Na verdade, o aluno sempre sabe, quem não deve descobrir de jeito nenhum são os pais.
Uma mãe ou um pai que descobre que a filha querida, a criança da casa, o bebê inocente do lar, anda de beijos, mãos e outras coisas mais por aí também não fica nada satisfeito.

Esperar meses, anos pela pessoa amada, rejeitando novas oportunidades, apostando no futuro e finalmente, quando a história de amor está engatada, perceber que nada daquilo que se esperava vai acontecer também não é nada bom.

Enfim, há descobertas e descobertas. Por mim, as únicas descobertas agradáveis que poderiam surgir no mundo seriam a de um depósito secreto de alguns milhares de euros em minha conta e a do corpo amado/desejado que aparece depois da roupa e dos lençóis terem sido deixados de lado.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Cenas de novembro



Ao lado da lan lenta de onde estou postando, um grupo de indígenas mexe no lixo de um supermercado, aparentemente em busca das melhores verduras que jogaram fora.

Boa Vista continua quente.

De férias na cidade, não encontro meus amigos pois eles não querem que os encontre.

A minha monografia de sociologia finalmente tem data marcada para ser defendida: 19 de novembro. Finalmente consegui terminá-la. Agora é encarar a banca.

O indiozinho continua crescendo. Na última medição, estava com 35 centímetros. Se continuar assim, vai nascer maior que os pais.

Já falei que a cidade está muito quente e que mesmo assim muitas pessoas trabalham na rua, vendendo, comprando, promovendo, aparecendo?

Concorro este mês em um prêmio de poesia local, o Conpoesi (Concurso de Poesia do Sesi). Tomara que ganhe algum R$. A situação tá meio periclitante.

Não consigo falar com o chefão da Editora da UFRR para agilizar o meu livro. Acho que assim, assim, vamos entrar em 2008 e nada. Já plantei as árvores, vou ter o filho, estou em duas antologias poéticas impressas mas o meu livro próprio nada.

bá..pareço um velho reclamando da vida.

Acho que vou migrar para o wordpress para facilitar as postagens de qualquer canto.

Falando em canto, foi lançado o edital da III Mostra de Música Canta Roraima. Infos aqui ou aqui.