sexta-feira, janeiro 20, 2017

Bolinha, o gatinho nem aí patu




- Olha pra lente, Bolinha.

- Ah? Comida? Onde?
 

- Ali, Bolinha!
 

- Oi? Não tô ouvindo. Faz mais cafuné que tá pouco...

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Das pisadas com salto alto no coração e outros lugares

Tem coisa mais linda no mundo que uma mulher usando elegantemente apenas sapatos de salto alto, sem nada a mais de vestimentas que atrapalhem a sua contemplação?

Se tem, sei não, nunca vi. Talvez uma mulher indo dormir usando apenas algumas gotas de perfume, mas isso é outra história.

Um salto alto eleva a beleza de toda mulher muito mais que aqueles centímetros aparentes.

Quem já viu seu amor da vida ou o amor da vez usando apenas sapatos de salto alto, sabe do medo e da atração que aquilo causa.

Quem já sentiu um salto sendo cravado em seu peito sabe quantas emoções se misturam nessa hora.

Sabe que figuras de linguagem não traduzem bem certos momentos.

(E se ela pisar no meu amor e o quebrar? E se decidir pisar em outros lugares também? Bah, vem mas não deixa marcas...ou deixa?)

Quem já viu seu amor da vida ou da vez afastando-se lentamente, fazendo cada pisada  ecoar pelo quarto-sala-corredor-coração, sabe que certos sons fazem a pulsação aumentar quase tanto quanto aumentam as dores de quem fica sozinho, sem ser pisado por salto alto.

Quem já viu a silhueta de seu objeto de desejo aparecendo só de salto alto na porta do quarto sabe que pisadas no coração e no peito nem sempre machucam. Pelo contrário, são muito bem-vindas...


Sapatos na feira de São Francisco, Boa Vista -  RR. Foto: Edgar Borges

Eu sei como pisar
No coração de uma mulher

Já fui mulher eu sei
Já fui mulher eu sei
(...)
Para pisar no coração de uma mulher
Sapatilhas de arame
O balé belo infame

CÉSAR, Chico.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Minha retrospectiva 2016



Tava vendo umas retrospectivas lá no facebook e fiquei impressionado com quantas coisas a galera fez em 2016. Chega a ser intimidador o número de conquistas pessoais de alguns colegas. Sabe aquela sensação de “véio...o que tu fez mesmo nos últimos 12 meses?”.


Enfim...Como estava de folga na última semana do ano e como acredito que até as 23h59 de cada 31 de dezembro algo de bom e fantástico pode acontecer em nossas vidas, deixei para falar de 2016 somente agora.

No Twitter, entretanto, destaquei ainda em 2016 a minha grande conquista: ter sobrevivido a este aninho vagabo.

Acho que só isso já é uma grande vitória. Só que daí lembrei que fiz outras coisas entre os momentos que tentava não morrer de tédio ou esperar que um saco de dinheiro caísse em meu colo. 

Na verdade, não lembrei de nada. Decidi vir checar o que havia escrito aqui no blog para conferir que paradas andei fazendo entre janeiro e dezembro.

Bem, vamos rapidinho à retrospectiva menos esperada do mundo blogueiro:

1.       Em março chegou o aviso de que havia sido selecionado no concurso/antologia do Prêmio Sesc/DF de Literatura – Crônicas Rubem Braga. O texto foi “O mugunzá de dona Vanda”. Meses depois recebi o certificado. Livro que é bom e parecia que teria, nada até hoje.     

2.       Em abril, junto com os poetas do coletivo Caimbé, fechamos a contabilidade das edições do Sarau da Lona Poética feitas por conta de um projeto aprovado no Ministério da Cultura. Entre novembro de 2015 e abril de 2016 fizemos 11 saraus e contabilizamos os seguintes convidados: 21 poetas e declamadores, 11 músicos e 26 artistas visuais e fotógrafos.     




3.       Em maio deixei Roraima rumo ao sul do Brasil e lá em Porto Alegre (RS) bati um papo sobre literatura e ativismos culturais na Amazônia Setentrional. Além disso, dei umas passeadas por Santa Catarina e o Rio de Janeiro. Mas este ano fui tão lerdo que só escrevi sobre isso em agosto. 

4.       Em junho fiz parte da organização do Intercom Norte, que aconteceu na Universidade Federal de Roraima. Só que não escrevi nada sobre isso (e quase não lembrava mais).

5.       Julho foi mês de gravar um som com meu bródi rapper Big Berg. Óbvio que não cantei. Apenas declamei o poema introdutório para a música “Tempo ao tempo”. Sobre isso, fui escrever só em dezembro... 

6.       Agosto foi legal: publiquei um artigo, escrito coletivamente, sobre gestão cultural em um livro da Editora da UFRR e também fui até Manaus (AM) com os amigos para realizar uma edição do Sarau da Lona Poética que integrou o circuito Sesc Amazônia das Artes. 



7.       Em setembro entrei na vibe de contar histórias indígenas. Comecei indo às salas das turmas de uma amiga. As reações das crianças alegravam os meus dias.


8.       Em outubro participei de uma exposição de carrinhos e bonecos de ação, o Hobby Roraima. 

9.       Novembro foi um espetáculo: passei praticamente metade do mês fora de casa, só fazendo, conversando e vivendo arte, cultura e outras coisas gostosas. No Rio Grande do Sul rodei por três cidades e participei de duas feiras de livros falando de ativismo cultural e contando histórias. Voltei para a maloca, passei uns dias tranquilão na rede, fui na UFRR palestrar sobre cultura e ações colaborativas e depois embarquei para São Paulo, onde contei histórias indígenas no Sesc Pinheiros. 


 




10.   Dezembro foi aquela coisa: desacelera (ainda mais) a vida, volta a contar histórias na escola, monta (pela primeira vez) um presépio com os bonequinhos da coleção, vai na casa dos amigos e dos familiares comemorar o final do ano e espera para ver o que rolará de bom no outro ano.   



11.   Tem uma contabilidade bacana de 2016 que não havia rendido postagem até agora: organizei com o Coletivo Caimbé o total de 13 edições do Sarau da Lona Poética. Rodamos por Boa Vista, Alto Alegre, Iracema, comunidade indígena Canauanin e Manaus (AM). Além disso, realizamos na comunidade indígena Ilha a segunda parte do projeto Mais Cultura nas Escolas, uma parceria com os Ministérios Cultura e da Educação. Sobre esta atividade, algo tem na postagem no blog do Coletivo. 


Enfim...foi só isso que fiz. Se tivesse feito uma coisa atrás da outra não daria dois meses de trabalho e feitos, eu sei. Entretanto, como dizia o sábio chinês no topo da montanha nevada na longínqua Ásia: é o que temos para hoje, amanhã e depois, pequeno gafanhoto.

Que venha 2017 do jeito que quiser.



sexta-feira, dezembro 23, 2016

Meus dias de rapper (ou quase isso)


Gente, e o ano ia embora sem que eu falasse desta parada super bacana que aconteceu em julho.

O rapper Big Berg me convidou para fazer um poema introdutório para a música “Tempo ao tempo”.

Na verdade, ele pediu um texto curto que falasse de tempo. No vácuo, sem conhecer a letra, bolei essa abertura. Daí ele me chamou para gravá-la lá no estúdio Parixara.

 
Edgar Borges e Big Berg

O resultado está aí. Ouve a história: